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sábado, 27 de maio de 2017

1º Centenário de Fátima: promessas, recusas castigos e grandes perdões


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs













FONTE
Em Fátima Nossa Senhora prometeu um prêmio e um castigo:

…”é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra,

da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. (…) Se atenderem a meus pedidos,

a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo,

promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados,

o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas;

por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

No dia 13 de maio deste ano, completar-se-ão 100 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos 3 pastorinhos, em Fátima.

A primeira pergunta que salta aos olhos é saber em que medida as profecias se realizaram.

Depois da última grande guerra, não houve um acordo de paz, mas apenas um armistício.

As guerras continuaram e se espalharam como uma erisipela pelo mundo.

A degradação da moral e dos costumes e, em consequência, a desagregação da família e das sadias instituições atingiu o seu auge.

O espectro da guerra mundial percorre o mundo de Ocidente a Oriente e não há quem não tema a eclosão de uma outra grande guerra, a qualquer momento.

São Paulo – Sob os auspícios do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e das associações Devotos de Fatima e Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, realizou-se no dia 11 de maio no Club Homs, nesta capital, uma conferência sobre o Centenário de Nossa Senhora de Fatima.

Dr. Eduardo de Barros Brotero abriu o evento
Com o auditório lotado, o evento iniciou-se com um pequeno cortejo conduzindo uma imagem d’Ela sob essa invocação, a qual foi coroada em seguida pelo Pe. Tarcísio Alexandre Marques em meio a cânticos e aclamações marianas.

Os palestrantes foram o Dr. Antônio Augusto Borelli Machado e o Pe. Renato da Silva Leite Filho, pároco da Igreja Santa Isabel de Portugal em Santo Amaro, bairro da capital paulista.

O primeiro conferencista, consagrado fatimólogo, é autor do best-seller Fátima, conforme os manuscritos da Irmã Lúcia, que alcançou 260 edições em diversos países, totalizando aproximadamente 5.000.000 de exemplares.

Ele tratou do tema “Por que o terceiro Segredo de Fátima não foi divulgado em 1960?”.

Dr. Antônio A. Borelli Machado
O público acompanhou atentamente toda a sua exposição. Citou, por exemplo, a resposta que o Cardeal Ratzinger deu à questão acima, em 26 de junho de 2000:

“Em 1960 estávamos no limiar do Concílio, essa grande esperança de poder alcançar uma nova relação positiva entre o mundo e a Igreja, e também de abrir um pouco as portas fechadas do comunismo”.

O palestrante explicou que durante o Concílio Vaticano II os bispos conciliares pretendiam fazer um ralliement [acordo] com o mundo moderno e uma abertura da Igreja em relação à doutrina comunista.

Justamente o comunismo que Nossa Senhora havia denunciado na segunda parte do segredo de Fátima: “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo”.

O orador insistiu que não se deve fazer qualquer ralliement com o mundo moderno, pois este se encontra em estado de revolta contra Deus e as leis da Igreja.

Padre Renato Leite
Por sua vez, o Padre Renato Leite discorreu sobre o pedido de reparação feito pela Santíssima Virgem em 1917.

Ele começou sua exposição citando o Apóstolo São Paulo, que se dirigindo aos cristãos de Colossos (cidade da Ásia Menor) lembrava algo fundamental, presente na raiz das profecias de Nossa Senhora de Fátima e uma realidade para todo verdadeiro católico.

O sacerdote glosou o seguinte trecho da carta aos Colossenses:

“Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”. (1, 24). 

Observou ainda que Nossa Senhora de Fátima nos recorda que precisamos reparar junto com Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tanto na aparição do Anjo aos três pastorinhos em 1916, quanto nas da Santíssima Virgem em 1917, pede-se sacrifícios em reparação pelos pecados cometidos contra Deus.

O auditório ficou lotado

O Pe. Renato Leite constatou que boa parte dos cristãos não considera essa obrigação na vida cristã a que se refere São Paulo.

Eles estão persuadidos, ao menos na prática, de que há pelo menos duas doutrinas cristãs, ou duas maneiras de interpretar a lei de Cristo: uma que aceita a abnegação e outra que se esforça por evitá-la sistematicamente.

O cristianismo austero e crucificador, seria para poucas almas, para certas pessoas de caráter mais sombrio, ou seduzidas por um atrativo especial mais extravagante.

Sr. Luis Dufaur
Nosso Senhor Jesus Cristo quis salvar o mundo com seu sofrimento, e nós estamos associados obrigatoriamente à sua missão, pela solidariedade com Ele na unidade do Corpo Místico, que é a Igreja.

Estamos, por isso, associados à sua Paixão. E a Mãe de Deus apareceu em Fátima para nos recordar que devemos oferecer sacrifícios.

Coube ao Sr. Luis Dufaur — colaborador de Catolicismo e do site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, proferir as palavras de encerramento.

Ele agradeceu aos conferencistas as excelentes e oportunas considerações e citou vários exemplos de erros que a Rússia difundiu pelo mundo, conforme fora previsto por Nossa Senhora em Fátima.

O ato terminou com sorteio de livros, terços, estampas e pequenas imagens de Nossa Senhora de Fátima, seguido de um coquetel em salão junto ao auditório.


Vídeo: 1º Centenário de Fátima: promessas, recusas castigos e grandes perdões


Arzobispo de Vaduz (Liechtenstein) celebra Solemne Santa Misa Tridentina Pontifical y Ordenaciones diaconales del FSSP


sexta-feira, 26 de maio de 2017

La liturgia sólo con espíritu de fe sobrenatural puede ser entendida y vivida; sólo con un gran espíritu de fe puede ser celebrada

La liturgia educando: "con espíritu de fe" (III)

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8 enero 2016

La liturgia sólo con espíritu de fe sobrenatural puede ser entendida y vivida; sólo con un gran espíritu de fe puede ser celebrada, y, sin este espíritu de fe, la liturgia parecerá algo externo a uno mismo, un ceremonial complicado y ajeno, o un simple medio instructivo –con la excusa religiosa- para reforzar el propio “yo” de la comunidad o grupo, de forma divertida y entretenida, reinventando la liturgia a cada paso.
Ese espíritu de fe conduce a vivir con la mayor hondura posible el Misterio de Dios en la liturgia y así, espiritualmente, unirse a Cristo por la ofrenda de su Cuerpo y de su Sangre. La fe descubre y adora la presencia y la acción de Jesucristo en la liturgia, y si crece esa mirada de fe, pronto cualquier falsificación de la liturgia o su secularización, deja el corazón insatisfecho. O sea, aunque parezca lo contrario, pero una liturgia tan secularizada, participativa, inventada, caprichosa, en principio tal vez parezca entretenida y atrayente para algunos, pero acaban tan vacíos que se cansan de ese estilo secularizado: necesitan algo más, ¡buscan algo más!
            La sacralidad de la liturgia, máxime de la santísima Eucaristía, nos viene dada por el mismo Señor. La Iglesia reconoce esta sacralidad, la cuida en sus acciones litúrgicas, la preserva de cualquier secularización o modo profano de entender o celebrar la liturgia.
            Ya Juan Pablo II, casi al inicio de su pontificado, escribió sobre esta santidad y sacralidad; son reflexiones y enseñanzas que no pueden pasar desapercibidas:

            “El ‘Sacrum’ de la Misa no es por tanto una ‘sacralización’, es decir, una añadidura del hombre a la acción de Cristo en el cenáculo, ya que la Cena del Jueves Santo fue un rito sagrado, liturgia primaria y constitutiva, con la que Cristo, comprometiéndose a dar la vida por nosotros, celebró sacramentalmente, Él mismo, el misterio de su Pasión y Resurrección, corazón de toda la Misa… El ‘Sacrum’ de la Misa es una sacralidad instituida por Cristo…
            Ese ‘Sacrum’, actuado en formas litúrgicas diversas, puede prescindir de algún elemento secundario, pero no puede ser privado de ningún modo de su sacralidad y sacramentalidad esenciales, porque fueron queridas por Cristo y transmitidas y controladas por la Iglesia. Ese ‘Sacrum’ no puede tampoco ser instrumentalizado para otros fines. El misterio eucarístico, desgajado de su propia naturaleza sacrificial y sacramental, deja simplemente de ser tal. No admite ninguna imitación ‘profana’, que se convertiría muy fácilmente (si no incluso como norma) en una profanación. Esto hay que recordarlo siempre, y quizá sobre todo en nuestro tiempo en el que observamos una tendencia a borrar la distinción entre ‘sacrum’ y ‘profanum’, dada la difundida tendencia general (al menos en algunos lugares) a la desacralización de todo. En tal realidad la Iglesia tiene el deber particular de asegurar y corroborar el ‘sacrum’ de la Eucaristía” (Juan Pablo II, Carta Dominicae Cenae, 8).
            ¿Cómo aparece ese espíritu de fe en estas oraciones sobre las ofrendas?
            En primer lugar se podría citar un gran amor, una caridad sobrenatural que abrasa el corazón y para el cual la Eucaristía es asunto de amor y la liturgia expresión de una Caridad mayor, que brota de Dios. Por eso pide:

            “Con estas ofrendas, Señor, recibe las súplicas de tus hijos, para que esta eucaristía celebrada con amor nos lleve a la gloria del cielo”[1]; “purifica a los que venimos con amor a celebrar la eucaristía”[2].

            Consecuencia de este amor, caridad sobrenatural, es celebrar y participar del sacrificio eucarístico con un corazón libre, sin ataduras, ni esclavitudes: “concédenos, Señor, ofrecerte estos dones con un corazón libre, para que tu gracia pueda purificarnos en estos santos misterios que ahora celebramos”[3].
            Así es como se procede a la celebración del sacrificio eucarístico, consciente de que la Eucaristía es el Gran Sacramento del sacrificio de Cristo; entonces es esta divina liturgia el mayor acto de culto y alabanza: “Acepta, Señor, en la fiesta solemne de la Navidad esta ofrenda que nos reconcilia contigo de modo perfecto, y que encierra la plenitud del culto que el hombre puede tributarte[4].
            La unción, la devoción, el recogimiento, la atención a lo interior, serán notas necesarias para vivir y ofrecer la santa liturgia: “concédenos, Señor, que… nos dispongamos a ofrecerte con mayor fervor este sacrificio de salvación”[5].
            De este modo, las oraciones sobre las ofrendas nos inculcan el espíritu de fe al ofrecer los dones eucarísticos, disponiéndonos a la Plegaria eucarística. Los sacramentos –la liturgia en general- son sacramentos de la fe no sólo porque la presuponen, sino también porque refuerzan y acrecientan la fe. Es lo que enseña la Constitución Sacrosanctum Concilium:

            “Cuando la Iglesia ora, canta o actúa, la fe de los participantes se alimenta y sus almas se elevan a Dios a fin de tributarle un culto racional y recibir su gracia con mayor abundancia” (SC 33).

            Y también el Concilio Vaticano II explica el sentido –tan lejos de la secularización- de la expresión “sacramentos de nuestra fe” con las consecuencias que se derivan para vivir la liturgia de la Iglesia:

            “No sólo suponen la fe, sino que, a la vez, la alimentan, la robustecen y la expresan por medio de palabras y de cosas; por esto se llaman sacramentos de la ‘fe’. Confieren ciertamente la gracia, pero también su celebración prepara perfectamente a los fieles para recibir fructuosamente la misma gracia, rendir el culto a Dios y practicar la caridad” (SC 59).
fonte

Desacralización de la Liturgia



                                                                                                                                                                                                         R.P. Alfredo SÁENZ, S.J.
El artículo 7 de la Constitución sobre la Sagrada Liturgia dice que “toda celebración litúrgica, por ser obra de Cristo Sacerdote y de su Cuerpo, que es la Iglesia, es acción sacra por excelencia, cuya eficacia, con el mismo título y en el mismo grado, no la iguala ninguna otra acción de la Iglesia”. Si la liturgia es “acción sagrada por excelencia”, la desacralización de la liturgia sería en estricta consecuencia, la destrucción simple y llana de la misma, así como el atentado supremo contra lo sagrado.Vamos a dividir nuestra exposición en tres partes. En primer lugar, expondremos de manera sucinta lo qué es la liturgia. Luego analizaremos lo que quiere decir sagrado: el concepto de lo sacro. Y, finalmente, describiremos las principales desacralizaciones que en nuestro tiempo están afectando el ámbito sagrado de la liturgia



José María Iraburu Sacralidad y Secularización

   Sacralidad y secularización. Indice Indice Introducción Hace veinticinco años - Lo tradicional

 I Parte: lo sagrado cristiano en el mundo secular
1. Lo sagrado cristiano Una terminología ambigua - Lo sagrado natural - Lo sagrado judío - Lo sagrado cristiano - Lo sagrado en el concilio Vaticano II - Teología de lo sagrado - Espiritualidad de lo sagrado - Disciplina eclesial de lo sagrado

2. El pueblo consagrado El mundo - El siglo - El pueblo sagrado - El contraste entre lo sagrado y lo secular - Los religiosos, la vida consagrada

  3. Los ministros sagrados El Orden sagrado - A imagen de Cristo, según la Escritura - A imagen de Cristo, según la tradición - A imagen de Cristo, según el Vaticano II - A imagen de los Obispos - Santidad de los sacerdotes - Santidad especialmente patente, temprana y necesaria - Santidad santificante - Respeto y amor de los fieles

II Parte Secularización de la Iglesia
1. Teología de la secularización Secularización, una mala palabra - Teología de la secularización - Analfabetismo del lenguaje simbólico - Negación del sagrado cristiano en cuanto tal - Tendencia de lo sagradado a la manifestación - La ocultación de lo sagrado - Secularización de sacerdotes y religiosos - Secularización de los laicos - Secularización de las obras de caridad - Secularización de la acción pastoral y misionera - Secularización de la liturgia - La secularización de todo lo cristiano

2. Trasfondo de la secularización. La conexión protestante. Nestorianismo, para empezar - Pelagianismo, para seguir - Igualitarismos y otras psicologías enfermas - Humanismo a la baja - Menosprecio de la Iglesia y de lo sagrado - Admiración por el mundo secular - Dudando de Cristo Salvador

III Parte Algunas ampliaciones
1. Historia de la figura del sacerdote Figura social del sacerdote - Edad apostólica - Epoca patrística - Edad Media - Epoca tridentina - Cuatro datos históricos ciertos - La Iglesia rechaza la secularización del sacerdote - Secularización sacerdotal sin futuro

2. El vestir de sacerdotes y religiosos. Importancia del vestido - Psicología del vestido - Teología del vestido - Normas de la Iglesia - Resistencia secularizadora - Confirmaciones del Magisterio apostólico http://www.gratisdate.org/sacralidad/sacrysec.indice.htm (1 of 2) [14/05/2002 12:56:37] Sacralidad y secularización. Indice

3. Pastoral tradicional o secularizada Otra ampliación - Lenguaje accesible - Partir de la realidad - Testimonio de vida y de palabra - Sanación sagrada de lo secular - Iglesia orante - Tradición o traición

Uno de los elementos que está muy desfigurado hoy, en nuestra práctica pastoral, es la sacralidad de la liturgia, su solemnidad y sentido espiritual de estar ante Dios.



Educar para la sacralidad

Lo sagrado es propio de la liturgia (Sacralidad - I)



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 Afirmar la sacralidad de la liturgia no es corriente hoy; más bien, concurriendo diversas causas para esto, se afirma lo contrario, desacralizándola, haciéndola vulgar y banal, de modo que no haya diferencia alguna entre la liturgia y lo profano, entre la liturgia y lo cotidiano. En gran medida, se ha relegado a Dios al segundo plano para exaltar al hombre y la comunidad, sus emociones, su subjetividad. La desacralización de la liturgia ha sido una opción querida y buscada, potenciando lo lúdico, lo festivo y lo didáctico.
La liturgia es glorificación de Dios y santificación de los hombres. En la liturgia ha de cumplirse lo que Cristo recordó a Satanás en el desierto: “Al Señor, tu Dios, adorarás, y sólo a Él darás culto” (Mt 4,10). El culto divino, la expresión humana de adoración a Dios, se realiza en la liturgia de la Iglesia.
Tampoco acaba de ser cierta la afirmación de que Cristo ha roto la separación entre lo sagrado y lo profano cuando al expirar se rasgó el velo del Templo, porque la redención aún no se ha completado y el mundo sigue siendo mundo, secular, dominado por el Príncipe de las tinieblas (cf. Jn 12,31; 2Co 4,4), el padre de la mentira (Jn 8,44), mientras que la Iglesia –y su liturgia- es el ámbito claro de lo divino, del encuentro con Dios y de su actuación salvífica. Por eso la liturgia marca un hiato, una ruptura, entre lo profano (aún por redimir) y lo sagrado, entre el mundo terreno en el que nos desenvolvemos y las realidades celestiales que pregustamos en la liturgia.
Sí, la liturgia es el ámbito de lo sagrado; más aún, la liturgia es sagrada. Una buena imagen de lo que ocurre en la sagrada liturgia y de la actitud y el comportamiento necesarios los tenemos en el episodio de Moisés ante la zarza ardiente: se le manda que se descalce y adore porque “el sitio que pisas es terreno sagrado” (Ex 3).
Cristo mismo vivió en su existencia terrena la sacralidad de la liturgia de la Antigua Alianza –salmos, oraciones, bendiciones, peregrinaciones al Templo de Jerusalén, etc-. La Cena pascual era un gran acto litúrgico, solemne y sagrado. Cualquiera que conozca el desarrolla del seder pascual ve la disposición solemne de la mesa, la mejor vajilla y copas, el ritual establecido, los salmos cantados, etc., y así Cristo celebró la Última Cena, añadiendo la Eucaristía, consagrando el pan y el vino. Esto está lejos de la consideración secularizada de que esta Última Cena fue una comida con unos colegas, informal y dramática, sino una verdadera liturgia, sagrada, ritual, de Jesucristo, el verdadero Cordero pascual.
La liturgia es glorificación de Dios, como después, la existencia cristiana entre las realidades temporales, será su prolongación, una glorificación de Dios en el mundo: “glorificad a Dios en vuestros corazones” (1P 3,15), “ofreced vuestros cuerpos como hostia viva” (Rm 12,1), “servid a Cristo Señor” (Col 3,23).
Desacralizar la liturgia es desnaturalizarla, hacerla irreconocible e inservible. Al final se acaba sustituyendo a Dios por el hombre, y la glorificación de Dios por el culto al hombre y la exaltación de sus emociones, afectos, compromisos.
Muchos años llevamos ya asistiendo a esta pobreza litúrgica, cada vez más antropocéntrica y menos sagrada, cada vez más convertida en espectáculo y menos recogida, interior y espiritual. Ratzinger, atento a todas estas realidades, desgranaba sus raíces y consecuencias hace ya años:

“En los últimos quince años hemos estado demasiado condicionados por la idea de ‘desacralización’. Estuvimos bajo el impacto de las palabras de la carta a los Hebreos: ‘Cristo murió fuera de la puerta’ (13,12). Además, esto se puso en conexión con otra frase que dice que en el momento de la muerte del Señor el velo del templo se rasgó en dos. El templo, ahora, está vacío. El sacrum, la santa presencia de Dios, ya no se oculta en él; está fuera, en el exterior de la ciudad. El culto se ha trasladado desde la casa santa a la vida, pasión y muerte de Jesucristo. Él fue presencia auténtica de Dios ya durante su vida. Al rasgarse el velo del templo –habíamos pensado-, habían sido desgarrados los límites entre lo sagrado y lo profano. El culto ya no es algo separado de la vida cotidiana, sino que lo santo habita en la cotidianeidad. Lo sagrado ya no es un ámbito especial, sino que quiere estar en todas partes, se quiere realizar precisamente en el ámbito mundano. De aquí se han sacado consecuencias muy concretas, incluso para las vestiduras de los sacerdotes, para la forma del culto litúrgico y la arquitectura de iglesias. En todas partes se debían abatir los bastiones: en ningún ambiente debían ya ser distinguibles entre sí la vida y el culto…
En la medida en que el mundo no ha llegado a plenitud, permanece en él la diferencia entre lo sagrado y lo profano, pues Dios no le priva de la presencia de su santidad, pero tampoco esa santidad suya lo ha asumido todavía en su totalidad. La pasión de Jesucristo fuera de los muros de la ciudad y la ruptura del velo del templo no significan que ahora todo espacio sea templo o que absolutamente nada lo pueda ser ya. Esto solamente ocurrirá en la nueva Jerusalén…
Esto quiere decir que aquí la sacralidad es más densa y más potente, porque es más auténtica de lo que era en la Antigua Alianza… La reverencia no se ha hecho superflua, sino más exigente. Y como el hombre está formado de cuerpo y alma, y además es un ser sociable, también necesitamos siempre la expresión visible de la reverencia, las reglas de juego de su configuración colectiva, de sus signos visibles en este mundo no salvado y no-santo” (Ratzinger, J., Homilía, en Obras Completas, vol. XI, 356-357).
Nadie puede excusarse con palabras mágicas, como si fueran un talismán, para continuar desacralizando la liturgia e impidiendo el encuentro con Dios; no es “pastoral” desfigurar la liturgia, sino lo más anti-pastoral, impropio de un pastor que quiera llevar a su rebaño a los prados fértiles; no es “creatividad” reinventar la liturgia constantemente a gusto del consumidor humano, degradándola en espectáculo, sino que “creatividad” será buscar medios de evangelización para las nuevas realidades y desafíos; no es “evangelizar” hacer de la liturgia un discurso de moniciones constantes y amplias homilías con el nuevo moralismo de hoy (¡hablar de valores!) porque la liturgia evangeliza por sí misma y es distinta por completo del ámbito didáctico de la catequesis.
La liturgia, que es sagrada, tiene su propia función, su propio camino y su propia naturaleza; cuando se desacraliza, se destruye, prestando un pésimo servicio a las comunidades cristianas.

LECTIO DIVINA: Viernes, 26 Mayo, 2017


"La Lectio Divina es una fuente genuina de la espiritualidad cristiana y a ella nos invita nuestra Regla. Practiquémosla cada día para adquirir un suave y muy vivo amor y para aprender la supereminente ciencia de Jesucristo. Así cumpliremos el mandato del Apóstol Pablo que nos recuerda la Regla: “La espada del Espíritu, que es la Palabra de Dios, habite con toda su riqueza en vuestra boca y en vuestros corazones, y todo lo que debáis hacer hacedlo en el nombre del Señor”.        Constituciones Carmelitas (n. 82)

LECTIO DIVINA: JUAN 16,20-23A

Lectio: 
 Viernes, 26 Mayo, 2017
Tiempo de Pascua
 
1) Oración inicial
¡Oh Dios!, que por la resurrección de tu Hijo nos has hecho renacer a la vida eterna; levanta nuestros corazones hacia el Salvador, que está sentado a tu derecha, a fin de que cuando venga de nuevo, los que hemos renacido en el bautismo seamos revestidos de una inmortalidad gloriosa. Por nuestro Señor.
 
2) Lectura
Del santo Evangelio según Juan 16,20-23a
En verdad, en verdad os digo que lloraréis y os lamentaréis, y el mundo se alegrará. Estaréis tristes, pero vuestra tristeza se convertirá en gozo. La mujer, cuando va a dar a luz, está triste, porque le ha llegado su hora; pero cuando ha dado a luz al niño, ya no se acuerda del aprieto por el gozo de que ha nacido un hombre en el mundo. También vosotros estáis tristes ahora, pero volveré a veros y se alegrará vuestro corazón y vuestra alegría nadie os la podrá quitar.
 
3) Reflexión
• En estos días entre Ascensión y Pentecostés, los evangelios de cada día están sacados de los capítulos de 16 a 21 del evangelio de San Juan, y forman parte del así llamado “Libro de la Consolación o de la Revelación” (Jn 13,1 a 21,31). Este libro está subdividido de la siguiente manera: despedida de los amigos (Jn 13,1 a 14,31); testamento de Jesús y oración al Padre (Jn 15,1 a 17,28); la obra consumida (Jn 18,1 a 20,31). El ambiente es de tristeza y de expectativa. Tristeza, porque Jesús se despide y la añoranza invade el corazón. Expectativa, porque está llegando la hora de recibir el don prometido del consolador que hará desaparecer la tristeza y traerá la alegría de la presencia amiga de Jesús en medio de la comunidad.
• Juan 16,20: La tristeza se transformará en Alegría. Jesús dice: “También vosotros estáis tristes ahora, pero volveré a veros y se alegrará vuestro corazón y vuestra alegría nadie os la podrá quitar”. La frecuente alusión a la tristeza y al sufrimiento refleja el ambiente de las comunidades de finales del primer siglo en Asia Menor (actual Turquía), para las cuales Juan escribe su evangelio. Ellas vivían en una situación difícil de persecución y de opresión que era causa de tristeza. Los apóstoles habían enseñado que Jesús volvería pronto, pero la parusía, el retorno glorioso de Jesús, se estaba demorando y la persecución aumentaba. Muchos eran impacientes: “¿Hasta cuándo?” (cf 2Tess 2,1-5; 2Pd 3,8-9). Porque una persona sólo aguanta una situación de sufrimiento y de persecución cuando sabe que el sufrimiento es camino y condición para la perfecta alegría. Y entonces, aún teniendo la muerte delante de los ojos, la persona aguanta el dolor. Por esto el evangelio presenta la comparación tan bonita del parto.
• Juan 16,21: La comparación con los dolores del parto. Todos entienden esta comparación, sobre todo las madres: “La mujer, cuando va a dar a luz, está triste, porque le ha llegado su hora; pero cuando ha dado a luz al niño, ya no se acuerda del aprieto por el gozo de que ha nacido un hombre en el mundo”. El dolor y la tristeza causadas por la persecución, aunque no ofrezcan un horizonte de mejoría, non son estertores de muerte, sino dolores de parto. Las madres saben de esto por experiencia. El dolor es terrible, pero aguantan, porque saben que el dolor es fuente de vida nueva. Así es el dolor de la persecución de los cristianos, y así puede y debe ser vivido cualquier dolor, siempre que sea a la luz de la experiencia de la muerte y resurrección de Jesús.
• Juan 16,22-23a: La alegría eterna. Jesús aplica una comparación: También vosotros estáis tristes ahora, pero volveré a veros y se alegrará vuestro corazón y vuestra alegría nadie os la podrá quitar. En ese día no haréis más preguntas. Esta es la certeza que anima a las comunidades cansadas y perseguidas de Asia Menor y las hace cantar de alegría en medio de los dolores. Como dice San Juan de la Cruz: “¡En una noche oscura, con ansias y amores inflamada, oh dichosa ventura, salí sin ser notada, estando ya mi casa sosegada!” La expresión En ese día indica la llegada definitiva del Reino que trae consigo su propia claridad. A la luz de Dios no habrá más necesidad de preguntar cosa alguna. La luz de Dios es la respuesta total y plena a todas las preguntas que pueden nacer de dentro del corazón humano.
 
4) Para la reflexión personal
• Tristeza e alegría. Existen juntas en la vida. ¿Cómo acontecen en mi vida?
• Dolores de parto. Esta experiencia está en el origen de la vida de cada uno de nosotros. Mi madre aguantó el dolor con esperanza, y por esto yo estoy vivo. Me detengo un momento y pienso en este misterio de la vida.
 
5) Oración final
¡Pueblos todos, tocad palmas,
aclamad a Dios con gritos de alegría!
Porque Yahvé, el Altísimo, es terrible,
el Gran Rey de toda la tierra. (Sal 47,2-3)